contra os signos, estigmas e hierarquias supremacistas.
Cabe aos negros conquistar sua voz,
inventar uma língua menor,
contra o coro dos bem nascidos
e o silêncio imposto a todos os excluídos.
Cabe aos negros negar o individualismo liberal,
o abstrato sujeito universal,
fruto de um duvidoso contrato social.
Cabe aos negros imaginar outros mundos possíveis,
além dos brancos, do humano, do moderno e do racional.
Cabe aos negros a ousadia de ser radical,
de dizer o impossível e subverter o silêncio.
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