quarta-feira, 29 de abril de 2026

DESINVENTAR A NAÇÃO

Querem nos convencer
que a escravidão é  passado.
Letra morta e história,
enquando o Estado, a sociedade
e a cultura,
reproduzem  branquitude
como referência de identidade.

O racismo inventou o Brasil
e é preciso desvendar a nação. 
 . 

ABSURDO POLÍTICO

O Estado é  um instrumento de controle,
dominação e normalização do absurdo.

Todo governo é um arranjo oligárquico 
consagrado a manutenção e administração da ordem vigente que tem por essência o absurdo.

Políticos não  representam o povo.
São  parasitas oportunistas cuja missão  é  perpetuar privilégios. 
Legislam e governaram para manter a república dos proprietários e bem nascidos
donos do poder econômico e político.
Políticos nascem do absurdo.

O absurdo é  onipresente e pede sempre de novo seu voto de dois em dois anos.






terça-feira, 28 de abril de 2026

CONTRA OS GOVERNOS: AUTOGESTÃO

Todo governo é maldito!

Não  faz diferença ser governado
em nome de deus  ou da razão. 
Pois o resultado é  o mesmo:
controle e escravidão através
do mito do estado nação. 

A alternativa é  transformar o cotidiano,
ressignificar territórios, criar novos hábitos,
inventando um mundo novo
através da horizontalidade e da autogestão.









sábado, 25 de abril de 2026

REBELIÃO NO SERTÃO

Não  sou devoto de nenhum santo.
Não  faço  promessas ao vento.
Sei que a fé nunca fez
chover no sertão, 
que deus algum me pariu e abrigou nesta terra
onde meus pés inventaram um chão.

Sem qualquer ilusão no coração,
sigo na contramão  do bem, do mal e da procissão. 

Em um dia triste de agosto,
o diabo me ensinou o caminho torto da rebelião. 


sexta-feira, 24 de abril de 2026

DA POPULAÇÃO AO POVO

A grande maioria da população
vende-se para não  morrer de fome.
existe como dá  e pode.
Curva-se a autoridade dos patrões,
governos, juízes e deuses,
legitimado a própria opressão.

Mas, talvez um dia, o desespero 
fale mais alto do que o conformismo,
inspirando uma grande rebelião
que, enfim, fará surgir um povo
tornando, assim, possível um mundo novo.









sexta-feira, 17 de abril de 2026

NA DEMOCRACIA

A democracia é  para poucos.
Não  é  para o povo.
É  para quem tem e quem pode.
Pois, se todos tem direitos,
 só  os garante quem também tem posses. 

Na democracia, negros e pobres,
são  caso de polícia,
como em qualquer ditadura,
mas todo mundo vota.
Mesmo quem tão  pouco importa a nação
e não  tem pão ou ração. 

Na democracia, 
povo é  dinheiro e a polícia  é  racista.
Ninguém  acredita na letra morta da constituição
e todo poder é  exercido por oligarquias.



















quinta-feira, 16 de abril de 2026

SOBRE O MILITARISMO POPULAR

O militarismo caricato 
dos amantes da ditadura
é  uma espécie de patologia,
uma deficiência  cognitiva,
que atinge exclusivamente
quem tem cabeça  de merda
e ama o mando e a obediência.

Não é, definitivamente,
uma questão politica,
mas um desafio para saúde  pública.
Afinal, todo mundo sabe,
que militarismo não  é  sinal de inteligência
ou de bom estado mental. 




ENTRE A IGREJA, O QUARTEL E A PRISÃO

Abomino uma sociedade 
sustentada pela macabra combinação
 entre a igreja, o quartel e a prisão. 

Repúdio  uma vida consagrada 
a mansidão e a obediência,
baseada em deus, família, castigo e nação. 

Jamais ficarei do lado dos amantes da fé, 
do lucro e da escravidão
ou estarei entre os iludidos pelos governos e demagos de plantão. 
 
Abomino a submissão voluntária à qualquer forma de exploração e opressão. 

Não  me engana a distopia insana
proposta pelo neo liberalismo
de um mundo regulado pelo Mercado, 
pelo Estado e Religião.





quarta-feira, 15 de abril de 2026

TRABALHAR NÃO É VIVER

Trabalhar não  é  viver.
A vida acontece
fora do trabalho.

A vida é  tempo livre,
corpo vadio
na rua, na casa,
mo céu  e no mar.

Trabalhar não  é  viver...
Viver não  é depender de salário. 




domingo, 12 de abril de 2026

EM DEFESA DO FIM DO MUNDO

Diante do cretino consenso neoliberal 
perdi o medo do fim do mundo.

Espero ansiosamente
por qualquer catástrofe global
que torne inviável o capitalismo
e a cultura branca  ocidental.

Afinal, não tenho nada a perder
com o triunfo do caos,
nada a ganhar com o mundo atual.













CONTRA O SUPREMACISMO

Os brancos definem a si mesmos
como puros, limpos e justos.
Julgam-se superiores
pela vontade de seu deus genocida.
Qualificam de sujos,  imperfeitos e burros
negros, mestiços  e indígenas. 

Seja pela providência,
pela razão ou pela força,
querem impor, 
sempre de novo ao mundo,
seu projeto supremacista
e a exploração capitalista.

Mas é certo que um dia
 a revolta de todos os excluídos
há de lhes surpreender
como no velho Haiti,
com a cega justiça  da guilhotina.