Onde cresce o deserto do autoritarismo
inventaremos a primavera da autonomia.
Faremos da liberdade uma prática cotidiana,
um modo de existência, uma arte,
um grito, um protesto, as margens do Estado,
através do apoio mútuo e da anarquia.
O deboche, o riso e a ironia
serão nossa resposta a autoridade
dos senhores da moral e da verdade.
Ousaremos viver sem o pudor das disciplinas,
interdições e submissões,
que sustentam o jogo do poder,
das desigualdades e hierarquias.
Inventaremos, outros mundos, lugares,
outras sensibilidades, contra o ethos colonial,
praticando autogestão e produzindo liberdade.
Existiremos além do bem, do mal
e do universal.