O que de fato é escandaloso, entre nós, é o mais ordinário da simples realidade institucional. Pois, nesta republica. entre
os ricos o crime é a regra. Vale tudo para acumular Capital, para se dar bem as custas dos outros e do próprio sistema politico e social.
Segundo Benedict Anderson em seu clássico estudo “Nação e Consciência Nacional, um estado nação é uma comunidade política imaginária, uma dessas estranhas construções culturais da modernidade. Particularmente, diria ainda que algumas imaginações nacionais mostram-se mais funcionais enquanto outras, por uma serie de variáveis, são tragicamente desfuncionais e carnavalescas versões de qualquer fantasia nacionalista ideal. O exemplo brasileiro enquadra-se, naturalmente, neste ultimo caso...
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
A CORRUPÇÃO E A REPÚBLICA
A erosão institucional dos três poderes em decorrência de escândalos de corrupção que periodicamente ganham lugar nos noticiários, só surpreende os supostamente ingênuos ou francamente dissimulados.
Afinal, é de conhecimento geral que a politica e os poderes existem para uma seleta minoria de ricos e brancos que tudo podem e decidem em nome de deus e da nação.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PELA UNIÃO DE TODOS OS MARGINALIZADOS
Não defendo nenhum governo.
Nada espero dos politicos,
das autoridades públicas
e dos três poderes da República.
Não acredito no Estado.
Sei que todo poder serve aos ricos,
brancos e privilegiados.
Aposto na liberdade e na criatividade
dos deserdados, excluídos e precarizados.
Sigo na contramão da civilização e da razão
acreditando na potência da multidão,
na união de todos os marginalizados
pela realização do impossível.
COMBATER O FASCISMO
Combater o fascismo
é confrontar, de todas as formas,
o autoritarismo.
É dizer não a demagogia, ao nacionalismo,
ao ecocídio e ao obscurantismo religioso.
É repudiar ferozmente o terrorismo de Estado
o populismo, o punitivismo e ditaduras
por todas as ruas, janelas e vielas.
É protestar em todas as partes,
gritar em todos os lugares por igualdade e justiça.
Combater o fascismo
é ousar enfrentar o poder,
vencer o racismo,o machismo, a transfobia
e todos os cretinos policiais de costumes e defensores do capitalismo.
É saber que não há normalidade politica,
liberdade de palavra, de crença e existência,
onde se avança a direita extrema.
Combater o fascismo é ousar dizer que a liberdade sempre triunfa frente ao arbítrio,
que todo poder é maldito l, que a arte é sempre possível e que haverá tenaz resistência.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
DEMOCRACIA HOJE
A democracia não é o povo.
São os três poderes,
as oligarquias e autoridades
que servem aos ricos
amam o dinheiro e a propriedade.
A democracia é o arbítrio,
a insegurança pública,
a sanha punitivista,
o voto na direita racista,
o controle da sociedade
e o terrorismo de Estado.
A democracia tornou-se o fascismo desavergonhado,
o triunfo dos demagogos e a apoteose dos fanáticos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
TODO PODER É MALDITO E DEVE SER COMBATIDO
Todo poder submete,
impõe a forma e a medida da norma
inventando a ordem estabelecida.
Todo poder diz quem manda,
quem obedece,
quem domina e quem padece.
Todo poder estabelece
distinções e privilégios.
Permite a vida, impõe a morte.
Todo poder é filho da desigualdade,
pai da injustiça e inimigo da liberdade.
Todo poder é punitivista,
elitista , colonizador, opressor e revanchista.
Todo poder é maldito e deve ser odiado e combatido pelos de baixo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
A SOCIEDADE
A sociedade não acredita na República,
nos três poderes, nas instituições democráticas
e na imparcialidade do Estado.
A sociedade não acredita na ordem pública, no progresso e nas autoridades.
A sociedade duvida do bem, do mal,
do vício, da virtude e da moralidade.
A sociedade tem fome de liberdade...
Mas por onde anda a sociedade?
terça-feira, 8 de setembro de 2026
A NORMALIDADE DO FASCISMO
A normalidade do fascismo
é a banalidade do estado de exceção.
É o controle dos corpos, dos pensamentos, do riso e do gozo.
É a redução completa da multidão
a condição de disciplinada população.
A normalidade do fascismo
É o silêncio, a censura,
o limite da opinião.
É a maximilizaçao dos lucros
e a radicalização da exploração.
A normalidade do fascismo
é o exterminio dos divergentes,
dos indesejados e insurgentes.
É a vitória dos rebanhos
através da massificação da burrice,
do falso moralismo,
do patriotismo e da religião.
A normalidade do fascismo é o fim da civilização.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
FALTAM VAGAS NOS PRESÍDIOS
Faltam vagas nos presídios
onde prendem negros, viados e outros bárbaros,
onde ser pobre é crime
e ser honesto é suicídio.
Faltam vagas nos presídios
onde o dinheiro é lei,
a delinquência é ordem
e o Estado é bandido.
Faltam vagas nos presidios
onde nem todos são punidos.
Brancos e ricos roubam milhões
mas seguem bem sucedidos,
cada vez mais ricos,
longe dos presídios.
Afinal, para quem faltam vagas nos presidios?
Quem ganha, quem perde,
com o punitivismo?
CONTRA HISTÓRIA DO BRASIL
Sei que os ricos inventaram o Brasil
para garantir seus privilégios
sob a proteção da ilusão de um Estado nação, protegida pelo exército e legitimada pela religião.
Assim perpetuaram toda exploração
iniciada com a colonização
em um jogo de dependência, truculência e morte.
Negaram ao povo qualquer possibilidade de boa sorte,
qualquer hipótese de libertação.
POLÍTICOS NÃO NOS REPRESENTAM
Politicos mentem descaradamente,
politicos são a imagem e semelhança
dos brancos e ricos senhores do mundo atual.
Políticos não resolvem problemas.
Políticos não falam pelo povo.
Políticos representam a ordem,
o privilégio e a norma.
Políticos servem ao Estado,
as elites e ao Capital.
Mas vendem a ideia que defendem fervorosamente o embuste de um mundo ideal.
Políticos não nos representam.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
O ATRASO COMO PROJETO
O Brasil nasceu e cresceu reduzindo nações e corpos a vil condição de mão de obra barata.
Seu progresso foi construído sobre o sangue e o sacrifício de indígenas e africanos.
Tornou-se , assim, ao longo dos séculos um pesadelo coletivo para os excluidos da civilização e um sonho para uma minoria de brancos e ricos senhores da razão.
Da colônia a republica, através do império, o atraso foi seu único projeto politico, uma opção ditada pelos interesses dos senhores de terras e donos de gentes.
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