Hoje é dia de luta de classes,
de questionar o trabalho,
nosso tempo roubado,
nosso cotidiano precário
e a escravidão do salário.
A greve quebra a rotina,
para a produção e a cidade.
Afronta o patrão e o Estado.
É tempo de luto, revolta e protesto,
mas também é momento de festa
para o proletariado.
É dia de greve geral e irrestrita,
dia de brindar a liberdade, o ócio,
de sonhar um tempo sem regra e relógio,
onde a vida se faça arte, criação e anarquia.
Hoje é dia de luta de classes,
momento de radical e insurgente poesia.