Não me interessa a crítica
ao idealismo alemão e a economia politica.
Também não creio nas virtudes do materialismo ou na missão quase divina do proletariado.
Não me seduzem os economicismos,
as vanguardas ilustradas,
seus partidos, coletivismos e autoritarismos.
Todo poder é maldito.
É perverso mandar ou obedecer.
Por isso sou dado a mutualismos,
as autonomias, contracondutas
singularidades e contraculturas.
Sou, em todos os regimes,
um cínico individualista,
um inimigo de decretos,
hierarquias e Estados.
Defendo um território livre e autogovernado.
Não reconheço outro modo de ser revolucionário.
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