sobrevive do quase nada
que ganha.
Mas, seu trabalho gera,
coletivamente,
toda riqueza que fica com uns poucos
que exploram, que mandam,
e gozam de privilégios e fama.
O Estado,
a fé e os saberes
que aprendemos na escola
ensinam que sempre será assim:
Aos ricos tudo, aos pobres a esmola.
A desigualdade, afinal, é, entre nós,
a lei soberana,
consagrada pelo direito a propriedade
que ninguém questiona.
Quem trabalha, definitivamente,
não tem valor,
só sustenta o conforto de quem vive de herança e é senhor de suas horas.
Assim tem sido por séculos de colonialismo,
pilhagens e imperialismos,
impostos por elites brancas,
civilizadas e modernas,
a corpos indígenas,
negros e estrangeiros
condenados a indigência.
Mas há de chegar o dia
no qual os condenados ao trabalho
irão impor sua liberdade aos seus malditos senhores pondo fim a barbárie do mundo civilizado.
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