quarta-feira, 8 de março de 2017

PORQUE NÃO SOU NACIONALISTA



Sempre tive problemas em vivenciar e entender identidades nacionais. Afinal, não me sinto parte de qualquer comunidade ou representação abstrata de estado nação. Não consigo estabelecer identidade como isso. Pelo contrario, considero um problema. Uma bandeira ou situação jurídica não me diz quem eu sou. Penso nos dilemas dos tantos refugiados espalhados pelo mundo e não apenas me solidarizo com eles, também me considero vitima do estado nação em que nasci e de suas impessoais fantasias de identidade.

Conhecemos e sabemos tão pouco o mundo quando nos prendemos a falácia de uma identidade nacional que perdemos de vista o cosmopolitismo da vida, da existência de todos nós em um pequeno planeta do sistema solar que nada significa diante da abissal complexidade e indiferença do universo.

segunda-feira, 6 de março de 2017

DA CRISE AO CAOS



A citação que segue foi extraída da pagina do Banco Mundial na internet (http://www.worldbank.org/pt/country/brazil) e expressa o estado de estagnação social e econômica que se instalou nos últimos anos no Brasil:

"Entre 2003 e 2014, o Brasil viveu uma fase de progresso econômico e social em que mais de 29 milhões de pessoas saíram da pobreza e a desigualdade diminuiu expressivamente (o coeficiente de Gini caiu 6,6% no mesmo período, de 58,1 para 51,5). O nível de renda dos 40% mais pobres da população aumentou, em média, 7,1% (em termos reais) entre 2003 e 2014, em comparação ao crescimento de renda de 4,4% observado na população geral. No entanto, desde 2015 o ritmo de redução da pobreza e da desigualdade parece ter estagnado".

Conclui-se dos dados apresentados que a estabilidade econômica perdeu o folego  esvaziando o ufanismo dos discursos oficiais que deliravam uma eventual ascensão do país ao “primeiro mundo”. Agora voltamos a amargar a medíocre realidade nacional sem maquiagens. Vivemos em um país medíocre onde a crise econômica é aditivada por uma crise politica sem precedentes. Mas tal crise não deve ser vinculada apenas aos escandalosos esquemas de corrupção revelados pela Operação Lava Jato. A crise política é também uma atestação da incompetência das elites de poder e sua miopia.

É cada vez mais evidente que os políticos vivem em função do Estado e esperam que toda a sociedade gire em torno dele e de sua reprodução. Mas até mesmo o Estado anda atualmente mal das pernas. Simplesmente, em todos os níveis da vida nacional, nada anda funcionando direito e nos surpreendemos perplexos e sem esperanças. 

Não é exagero dizer que o instinto popular sabe desde sempre que o Brasil é um país que não deu certo e tudo que podemos fazer é sobreviver do pouco de cada dia.  Mas diante da desfuncionalidade generalizada até mesmo os mais conformistas são vitimados pela indignação. Simplesmente alguma coisa precisa acontecer. Mas não serão os políticos que oferecerão qualquer solução. Na verdade, fica cada dia mais claro o quanto eles são parte do problema. Em poucas palavras, a sorte esta lançada. Não há um plano, nenhuma receita de redenção ou salvação nacional. Apenas algumas palavras de ordem e muitas e controversas opiniões.  Como sempre, a única coisa certa no Brasil é que a confusão não para de crescer.....

quinta-feira, 2 de março de 2017

ANATOMIA DO CONFORMISMO

Do ponto de vista da vida cotidiana em uma sociedade de massas, nos preocupamos apenas em garantir  a banalidade da reprodução de nosso dia a dia medíocre. Assim sendo, não pretendemos muita coisa. O churrasquinho de fim de semana, a conquista de certos bens de consumo e alcançar um certo status social baseado mais no que temos  do que naquilo que somos. O tipo de sociedade e de Estado em que vivemos é tratado como um problema secundário. Vomitamos em rodas de conversas ou nas redes sociais alguma indignação em relação a desordem social reinante e seguimos em frente, dentro da ordem, suportando tudo.

isso é no fundo tudo que acontece. Não acreditamos realmente em qualquer possibilidade de mudança. Aderimos aos lugares comuns das opções pseudo ideológicas e apostamos nessa ou naquela falsa alternativa de futuro e esperança.  Sabemos secretamente que nenhuma sombra de mudança decora o horizonte. Mas fingimos acreditar no contrário.

a verdade é que estamos pouco preocupados com a realidade....

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O CARNAVAL DE HOJE

O carnaval tornou-se um mero produto da industria cultural. Um espetáculo pre fabricado e um grande negócio onde a fantasia coletiva foi domesticada, triturada e reciclada, para não dizer nada no dizer de tudo. 

Apenas siga a multidão em simulacros de diversão e alegria contra o seu cotidiano vazio. Faça de conta que vale a pena. O mais importante é esquecer a realidade.  Esqueça a miséria e contradições do cotidiano. Pule e brinque como um idiota. 

O Brasil é um país de alucinados, louco e delirantes, que suportam risonhos todos os absurdos. Sorria, seja brasileiro. Viva a alegria, vista sua fantasia, enquanto a realidade lhe mata aos poucos. 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

BRASIL: PAÍS SEM SOLUÇÃO



O noticiário político tupiniquim anda um caso de polícia. Os desmandos e indecências dos políticos surpreendem cada vez mais.  Seja por corrupção, incompetência, cinismo ou absoluta indiferença ao interesse público, as autoridades verde amarelas comprovam a cada dia, a cada atitude e nova noticia de jornal, que o pais perdeu o rumo e segue ladeira abaixo.

Soluções?! 
Não da para esperar que algum político nos salve da política.

Também seria ingênuo esperar uma revolta popular.
Muito menos é provável que o Judiciário propicie uma resposta aos desmandos do Executivo e do Legislativo. Afinal, ele também é um podre poder.

Simplesmente, o absurdo neste país não tem mais limites e não há salvação. 
ENLOUQUEÇAM!!!!!!!


CAOS E CARNAVAL



Carnaval e violência andam de braços dados em terras tupiniquins. Pode-se dizer que a festa da carne nos últimos anos vem flertando cada vez mais com o caos. A culpa disso não é, obviamente, do carnaval em si. Mas do arcaísmo e gritante atraso nacional em todos os campos da vida social.

Não pretendo aqui qualquer critica de caráter moralista ao carnaval. A amoralidade carnavalesca é saudável. O que acontece no Brasil neste período é coisa bem diferente. Trata-se de uma variação da barbárie cotidiana que reflete a falta de civilidade corrente em terras tupiniquins. Assalto a pedestres, desrespeito as mulheres, brigas e todos os tipos, sujeira nas ruas...  a isso tem se reduzido o carnaval.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

POR UM POUCO DE DEMOCRACIA DIRETA



Nada mais equivocado do que a previa submissão a autoridade, a premissa de que o Estado e os políticos possuem legitimidade para fazer de tudo. Aceitar a lei contra o que é justo viola o bom senso social. A contra partida do poder institucional é a opinião publica e não há democracia plena que não leve em consideração a voz e a ação das ruas. Os muros do poder devem ser derrubados e os dirigidos precisam questionar seus dirigentes. O futuro depende mais da democracia direta do que do artificialismo do sufrágio.