terça-feira, 11 de abril de 2017

PERFIL DO ELEITOR MEDIANO

Vivo do que me é possível
e não do que me é necessário.
Pois o dinheiro é curto
e finda no findar da fome.
O resto é questão de sorte.

Que não me falte saúde
e que não me exijam anos de estudo.
Sou apenas um arremedo de gente.
tentando sobreviver
neste país de miseráveis,
demagogias e hipocrisias.

Não acredito em quem fala difícil.
Sei que mentir é tão fácil
quanto dizer a verdade
é quase impossível.
A realidade não ganha votos
nem arranca aplausos.

A BANALIDADE DA MONSTRUOSIDADE

O monstruoso não é o inteiramente outro,
mas o nosso mais intimo semelhante.

domesticamos  o absurdo.
E ele anda por ai impune,
gozando de ótima reputação.

Não confio no meu vizinho
ou representantes do povo.
O inferno está cheio de boas intenções
e o mundo vive de muitas mentiras.

sábado, 8 de abril de 2017

O BRASIL E O FIM DA HISTÓRIA

Do ponto de vista do Universal e de qualquer qualquer ideal moral, países como o Brasil não deveriam existir. Mas sua afirmação como produto periférico da modernidade, nos faz duvidar da Razão como faculdade humana personificadora de qualquer suposto potencial emancipatório. Definitivamente, a humanidade não é racional...

A civilização inventada nos trópicos apresenta traços de um barbarismo inato ao ser humano que impõe a ideologia do progresso a realidade do trágico.

Ouso mesmo dizer que no extremo ocidente se realiza em sua forma negativa e espúria a tão decantada falácia hegeliana de um fim da História.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O ANIMAL POLÍTICO

A fala dos políticos parecem rosnados,
o dizer incompreensível de outra realidade
ou ordem do mundo
oposta a nossa mais elementar realidade.

Difícil entender seus raciocínios,
seus ideais de soberania e bem comum
ou , simplesmente, o que realmente entendem
como democracia.

Não vivemos no mesmo mundo
e não vemos as mesmas coisas.

Normalmente afirmam o contrário do que fazem
e sempre apresentam justificativas para o injustificavel.

Políticos são animais estranhos.
Piores que seres humanos.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

PROPINA, VOTO E POLITICAGEM

Sabemos hoje que sem propina não existira política no Brasil. Tal  artifício  tornou-se tão  corriqueiro na rotina do poder, que nada de importante  acontece na administração e na vida pública sem um pouco de corrupção.

De fato, a politica se tornou sinônimo de perversão. Pode-se mesmo falar que o Estado funciona como um bordel onde o suposto interesse público é uma falsa moeda a mediar a comercialização dos interesses mais escusos. 

O politico se converteu em uma espécie de criminoso. que vive as custas do povo e das verbas publicas amparado pela hipocrisia do sistema legal.

Tudo começa nas campanhas milionárias onde o virtual do voto custa caro....

domingo, 2 de abril de 2017

O BRASIL É UM PAÍS FALIDO E FUDIDO

O Brasil é um país doente,
Uma alucinação nacional
De uma gente em transe
Quase sem sentido.

Ser brasileiro é um estado de demência.
A verdade é que não existimos.
Somos feitos de mídia,
Opiniões mal definidas pela tradição
E por um absurdo quase surrealista.

O Brasil é um país falido,
Um caso sem solução
Que se não se resolverá
Em qualquer eleição.

sexta-feira, 31 de março de 2017

BRASIL: PAÍS SEM FUTURO

Vivemos em um país
de oportunidades restritas,
de possibilidades abortadas,
de necessidades ignoradas,
ambições ilimitadas,
reflexões limitadas,
hipocrisias, volúpia,
barbárie
e, principalmente,
definido por uma quase absoluta
falta de civilidade.

Não há luz no fim do túnel
e muito menos  milagres.

quinta-feira, 30 de março de 2017

SOBRE A MISÉRIA DO ESTADO

As contas públicas sempre caminham de mal a pior. Mas o desequilíbrio permanente entre despesas e receitas não é um problema para economistas, mas uma questão de irracionalidade estrutural. O Estado movimenta  cifras financeiras inimagináveis  e recursos monstruosos. Justamente por isso, é incapaz de bem geri-los. Assim, a mercê da corrupção ou de  seu gigantismo e vícios da burocracia, ele se converte em uma monstruosidade cuja principal função é sua própria auto reprodução. A gritante precariedade dos serviços públicos, que não varia significativamente de governo para governo, indicam o quanto o Estado está longe de promover o bem comum. Em países periféricos e arcaicos como o Brasil, ele  sustenta a manutenção de privilégios e, simplesmente, parece existir para não funcionar.

segunda-feira, 27 de março de 2017

SINGELO CONVITE A ANARQUIA


É cada vez mais evidente o divórcio entre sociedade civil e política. Políticos profissionais  não representam o bem comum, mas seus privilégios garantidos pela verticalidade autoritária do jogo do poder. Atentam contra todos nós em suas negociatas e corrupções, através da promiscuidade entre o público e o privado. Mas o rigor da  coerção legal não é eficaz contra  eles... 
Precisamos de algo mais do enunciados e respostas jurídicas...Precisamos nos fazer presentes no espaço público contra aqueles que dizem nos representar. Que as ruas e o cotidiano imponham aos absurdos da ordem a ação direta de nossa liberdade e revolta!

EM DEFESA DAS SOCIABILIDADES E DAS REDES COTIDIANAS DE COMPARTILHAMENTO DE MUNDO E VIDA, VAMOS DECORAR AS RUAS COM A INTENSIDADE DE NOSSA EXISTÊNCIA!

TEMPOS SOMBRIOS



Passa um pouco da meia noite
Mas as  ruas já estão mortas,
Os bares vazios
E os mendigos,  indiferentes a tudo,
Dormem tranquilos nas calçadas.

Enquanto isso
Navego  meu tédio
Apodrecendo dentro de casa.

Estou entre aqueles
Que vivem sem solução
E abdicaram de ter razão.

A insônia me lembra das contas vencidas,
Dos sonhos partidos
E da diária agonia do meu ganha- pão.

O país vai de mal a pior.
Mas ninguém realmente se importa.
Não há solução.

POLITICOS PARASITAS



A miséria dos políticos profissionais esta na indiferença a sociedade,
No viver dos privilégios do Estado e do mercado.
Atendem ao vazio de seus interesses escusos e corporativos.
Pouco se importam com as dores do povo
E  brindam o lucro dos bancos,
As contas secretas e ao dinheiro fácil.

Tratam milhões como centavos
Deitados sobre mordomias,
Privilégios e grandes gastos.
Mas reduzem nossas necessidades
As burocracias orçamentarias
Indiferentes aos nossos direitos.

Políticos são parasitas que se alimentam de nossa soberania.