segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

CRISE NACIONAL ( UM FRAGMENTO DE FICÇÃO REALISTA)

Todos os tempos são de crise, porque a crise é o que nos tornamos. Todas as alternativas possíveis desdobrarão a crise em outras crises em vislumbres de solução. Coletivamente pensamos a crise como um idiota coletivo partindo sempre de suas próprias premissas.

Idealizamos uma realidade sem disfunções através do texto de leis que buscam regulamentar a realidade a partir de idealismos vazios ou racionalidades toscas. Nunca levamos em consideração o grau de absurdo que alimenta as engrenagens da maquina pública ou os desvios que regulamentam a sociedade.

A crise é tudo aquilo que somos. Ela é a impossibilidade de um mundo perfeito, a falência das utopias.

A crise é o que não aceitamos. Nossa falta de consciência frente aos escândalos da mais simples realidade vivida e socialmente compartilhada.  Somos governados por delinquentes públicos ,eleitos ou concursados, em uma sociedade que nuca deu certo. O interesse de todo governo é a crise como estrategia de sucesso do combate a crise.... 


NO PAÍS DO FAZ DE CONTA


No Brasil vivemos sob a ordem e o progresso da ignorância. Trata-se de uma espécie de orgulho de pensar na caixinha, de aceitar o mundinho nacional e seus lugares comuns de fim de mundo.

No Brasil todos os problemas, dos mais simples aos mais complexos, são interpretados a luz do umbigo risonho da cultura do faz de conta. Vive-se do falso consenso de que o Brasil é um país grande e promissor, capaz de vencer todas as dificuldades.

Nada mais distante da realidade. O Brasil é um retumbante fracasso nacional, um lastimável equivoco geopolítico que os pesa nas costas.

Mas todos seguem a contento, desempenhando seu papel neste grande simulacro verde, brega  e amarelo.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O PAÍS NÃO EXISTE

O país real não é o país legal.
Não é aquele dito pelas leis,
pela moral, religião,
opiniões ou ideologias.
Ele praticamente não existe
na versão consagrada pelos telejornais.

O país real é uma ficção,
algo que nos foi imposto
no lugar da vida cotidiana,
do caos e absurdos que povoam
as ruas, as casas e a natureza.

Apenas existem indivíduos amontoados,
mutilados, dopados, enfeitiçados
pelo encanto das falsas soluções coletivas.
somos tantos, vários e, entretanto,
somos pouco em nós mesmos.

Somos feitos de nada, de Estado,
mero objeto de estatísticas
e vitimas de decisões politicas.

Afinal, até que ponto existimos
em meio a desordem nacional? 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A MISÉRIA DO ESTADO

O  Estado reproduz a si mesmo
as custas dos nossos tributos.
Nutre-se da ordem
que se opõem ao progresso de todos.
Rouba nossa  soberania
para alimentar os governantes.

O Estado não nos traz qualquer beneficio.
Morremos burros, doentes e fracos
para que ele seja bem sucedido senhor
de nossas necessidades.

Contra nossas discordâncias existe a policia,
cadeia e ordem pública.
Não somos livres,
não gozamos do direito de dizer não.

sábado, 17 de dezembro de 2016

ESTAMOS PERDENDO...

"Observe como lutamos hoje por todo lugar em frentes apodrecidas: a do sistema eleitoral, onde as pessoas são levadas à lutar por castas equivalentes; a do emprego, onde todos são levados à lutar a fim de encontrarem um lugar num sistema de exploração, conforme uma taxa variável de vitalidade do mercado de trabalho que serve, ao mesmo tempo de técnica de chantagem do governo.Por todo o lado somos capturados por falsos problemas, por falsas alternativas, onde somos sempre perdedores."

Jean Baudrillard in O Paradoxista Indiferente


Estamos perdendo...
Estamos sempre perdendo
Contra tudo que nos impuseram
Dizendo que era simplesmente
A realidade.
Tomamos os erros como premissas
E fizemos do nosso destino
Uma tragédia.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

BREVE RESUMO DA CONJUNTURA NACIONAL

O Brasil é um país em processo de involução politica, cultural e politica. Por aqui o absurdo e a miséria  são a realidade mais crua enquanto os fatos se embriagam de absurdo. O mais incrível nisso tudo é que não acontece nada enquanto caminhamos  de mau a pior.


O Brasil é definitivamente um lugar muito estranho onde a ordem é mais importante do que a justiça e o Estado não dialoga com a sociedade.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SOB A SOMBRA DO POPULISMO

O populismo, em poucas linhas, é uma forma de demagogia que combina o carisma de uma liderança popular com uma ideologia nacionalista,  quase sempre, de tendência autoritária. Seu discurso invariavelmente propõe uma narrativa salvacionista patrocinada por tal liderança. No fundo ela estabelece com seus seguidores uma relação clientelista e uma pratica demagógica. Deste modo impõe relações verticais de poder na mesma medida em que faz do apelo popular um instrumento importante para alcançar e manter seus próprios privilégios.


Na historia do Brasil, desde a era Vargas, o populismo se converteu em uma cultura politica que desperta simpatias e adesões tanto entre os partidos de esquerda quanto de direita. O discurso fácil e didático de um cruzada entre o bem e o mal tem forte apelo em um pais de ignorantes. Por aqui vivemos sob a constante sombra do populismo como solução universal.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

SOBRE A APROVAÇÃO DA PEC 55

Não levo governos a sério e sei dos limites de suas decisões. Duvido que a PEC 55 aprovada hoje vá durar vinte anos ou efetivamente conter a farra dos gastos públicos de nosso  atual antigo regime republicano.

Ainda continuaremos no fundo do poço, pois fomos adestrados à  viver mais de governos do que de soluções...

Não basta reagir ao que nos é imposto. Precisamos propor o novo a margem do velho poder indo além do sim e do não.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

AS DUAS FACES DO POPULISMO MORALISTA

Em uma sociedade de falsos moralistas, a revolta contra a corrupção acaba reduzida a um idealismo vazio. Torna-se mais uma revolta de caráter moralista contra a classe política, do que um questionamento radical do comportamento amoral e muitas vezes nada ético tão corriqueiro não apenas no plano do Estado mas na sociedade como um todo.


Em uma narrativa ainda mais cretina, o discurso abstrato da revolta moral ganha um verniz  ideológico que, em sua versão direitista, exibe a silhueta de um conservadorismo moralista estéril  e, em sua versão esquerdista, personifica um discurso revanchista paranoico . Em ambos os casos a solução é salvacionista e populista de um novo governo ideal  de salvação nacional e manutenção do atual jogo do poder.


A NOVA CRISE DO ESTADO

Estamos hoje diante de uma nova crise do Estado. Uma crise de gestão, de ética e, acima de tudo, uma crise de função.

Estamos diante de um Estado privatizado e a mercê do fisiologismo e do corporativismo de oligarquias politicas.

O poder perdeu a legitimidade e a capacidade de responder as demandas da sociedade ao condicionar decisões politicas exclusivamente à sobrevivência de um modelo de gestão que atende a perpetuação de esquemas e negociatas que reduzem a politica a um lucrativo empreendimento paradoxalmente privado.

É fato incontestável que o Estado não nos serve, mas nos escraviza. A máquina pública fugiu ao controle. Já não mantem em sua desfuncionalidade qualquer mínima garantia de bem estar social.


Afinal, para que serve o Estado?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SOBRE O ATUAL CAOS POLITICO NACIONAL

Da dona tonta ao conde dracula, já pensando no que virá por ai, fica cada vez mais  clara a mentira e o cinismo que sustenta todo governo.

Em tempos de crise de representatividade e falência da política tradicional, ainda enxergamos o velho como novidade e somos incapazes de vislumbrar verdadeiros futuros.

Resumindo: estamos fudidos e mal governados. Se é que existe governo bom.Eu duvido....