sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CONTRA O BRASIL



Meu rosto é uma janela aberta contra as paredes do mundo. As gramáticas coletivas de nosso cotidiano absurdo não me convencem frente os espasmos da liberdade e náuseas que me permitem saber sobre este grande engodo do viver nacional. O Brasil me dá nojo. Exijo um futuro que não cabe na farsa existencial coletiva de nossas ilusões de nação.
o Brasil é um cú!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O REINO DAS OPINIÕES



Observo os discursos vigentes
Nas arenas do  passeio público,
a misérias das opiniões apaixonadas.
Todos se afirmam especialistas em tudo
E vomitam soluções embasadas no nada.
A realidade parece tão simples
Quanto uma receita de bolo.
Qualquer um se imagina protagonista do processo social,
Decifrador dos rumos do momento histórico
Com os olhos videntes .
Ainda acreditam no sentido do mundo
E nas razões de Estado.

MEMÓRIA REPUBLICANA



A república no Brasil nasceu sob o signo da desigualdade e do autoritarismo. A mudança do regime político não representou a fundação de uma nova ordem politica institucional, mas apenas um rearranjo dos privilégios das elites. A  republica nasceu sem povo e de um golpe militar improvisado. Nem mesmo os positivistas que lhe tinham por caro ideal e os republicanos de ultima hora viram como promissor o regime que nascia  morto e indiferente a ideia de liberdade. A republica das bananas tupiniquim não se inspirava na História.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

NINGUÉM SE IMPORTA



Tente ser feliz enquanto

O país desaba sobre sua cabeça.

Apenas pague impostos,

Torça pelo seu time de futebol.

Acredite no futuro.

Vote.

Tenha filhos.

Vá a Igreja.

Depois morra com as contas em dia.

É tudo o que esperam de você.

Ninguém se importa com o que você

Realmente tem a dizer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

TRISTES TRÓPICOS



No Brasil, como toda a América do Sul, o tempo social contradiz o processo histórico. A contemporaneidade do passado oprime o futuro como uma maldição. Não importa o quanto as coisas mudem, tudo tem um gosto de sempre igual. O mundo sempre acontece lá fora, distante e estrangeiro. Mas não somos capazes de acompanha-lo. Estamos sempre com os olhos voltados para os nossos próprios abismos nacionais.

Tudo por aqui é miserável e triste. Selvagem e ralo de civilização.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

ODEIE SEU PAÍS!

Até os anos oitenta nos reconhecíamos como um miserável país subdesenvolvido perdido nos trópicos. A partir dos anos noventa, fomos convertidos a país em desenvolvimento ou emergente e passamos a realmente acreditar que um dia seriamos de “primeiro mundo”, considerando a hierarquia estabelecida nos tempos da guerra fria. O “segundo mundo” era composto, evidentemente, dos países do chamado socialismo real. Com o seu fim, obviamente, a humilhante  categoria de  “terceiro mundo” também perdeu o sentido. Nada disso, entretanto, alterou o fosso econômico e cultural que separa os países ditos desenvolvidos de países de duvidosa condição como o Brasil e outros bagulhos espalhados por este triste planeta azul.


O ufanismo e o nacional desenvolvimentismo, desde a era Vargas, tornou-se um  consenso perverso não só entre os acadêmicos, como também entre os populares que aprenderam o malabarismo  de sempre  apresentar o atraso como virtude. Desta forma, apesar de toda a barbárie que define o cotidiano tupiniquim, sempre falará mais alto o paradisíaco de seu território e o suposto encanto de sua cultura.O nacionalismo é a melhor maneira de arrancar de uma população a capacidade de indignar-se com todos os absurdos que definem seu país.