quinta-feira, 5 de outubro de 2017

UM BURACO CHAMADO BRASIL

O Brasil é um país que não acrescenta nada de bom ao mundo. É uma fantasia coletiva que alimenta patologias sociais e não cria formas de civilidade, de grande cultura. Pelo contrário, reproduz formas degradas de civilização e patologia politica e social.


O Brasil não é um bom lugar para se viver, para se construir existência em um mundo marcado cada vez mais por incertezas. A vida por aqui é violenta em todos os significados possíveis da violência.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A CORRUPÇÃO DA POLÍTICA

No obscuro mundo da política profissional, não existe justiça. Tudo é uma questão de acordos e negociatas. A honestidade é questão de retórica. O jogo do poder tem suas próprias regras e a ética não é uma delas. No fundo todo mundo sabe disso. Por isso a corrupção entre os políticos já não causa tanto escândalo. Tornou-se tema banal e corriqueiro nos noticiários. No Brasil, politico corrupto é um lugar comum.


As eleições periódicas são um mero detalhe formal que se resolve com dinheiro. No fundo os políticos não precisam da aprovação ou da confiança popular para se credenciarem ao jogo do poder.  A democracia é só uma palavra oca constitucional.

CIDADÃO DO MUNDO

Há por ai um mundo muito mais vasto do que a cidade em que moro. Um mundo de realidades distantes que faz parecer tudo que conheço medíocre e mesquinho.  Sim. O mundo é mais vasto e complexo do que a simplicidade tosca do meu dia a dia de aldeia. Por isso invento cosmopolitismos contra os limites do dia a dia. Por isso sonho futuros que escapam as fronteiras deste lugar nenhum em que vivo.


Contra os amantes do provincianismo argumento que não posso viver olhando para o  umbigo como se fosse ele o centro do próprio universo. Muito menos posso ficar satisfeito com a miséria deste ponto ermo de onde contemplo todas as façanhas da humanidade. O céu não tem fronteiras e acolhe sonhos sem bandeiras , sem localismos e nacionalismos. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A MISÉRIA DA EDUCAÇÃO

Na sociedade contemporânea a educação cada vez mais se confunde como uma forma de cognição ou percepção cada vez mais abstrata da realidade. No Brasil, entretanto, a educação ainda se depara com a incapacidade das pessoas para ler ou escrever um texto de forma apurada.


Mesmo depois de mestrados e doutorados, a maioria dos estudantes tupiniquins não sabe pensar, apenas reproduzem mecanicamente narrativas abstratas, fórmulas vazias e, absolutamente, são incapazes de uma leitura original e pratica da vida. Eruditos do vazio, sonham com um emprego publico na reinvenção da ignorância.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

NÃO ACREDITO EM POLÍTICOS

Não acredito no poder
Que como representação
E Estado
Inventa misérias politicas,
Os profissionais de governo
Que de quatro em quatro anos
Renovam sempre o domínio
Sobre nossos destinos comuns.
Não acredito na lei dos políticos,
Ricos e bem sucedidos,
Que ignoram o futuro de nossos filhos
Ou nossa falta de futuro.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CONSERVADORISMO E MORALISMO AUTORITÁRIO

O moralismo autoritário avança na política em meio à bipolaridade burra das narrativas vazias de esquerda X direita. Em um imaginário bipolar esvazia-se o debate e o caráter ético e democrático de algumas polêmicas, predomina a escolha superficial de bandeiras, quando está na realidade em pauta, direitos, avanços que conduzem a afirmação de uma sociedade plural, e da diversidade como premissa de sociabilidades e construção de subjetividades.

Quando discussões realmente importantes como descriminalização do aborto, “cura gay” e censura entram na pauta politica contemporânea, não deveriam ser reduzidas a toscaria da disputa entre esquerda e direita. Há muito mais em jogo. Não se trata de escolher um lado, mas de debater e discutir temas de interesse publico a luz do mais sincero sentimento ético. Afirmações ideológicas apenas empobrecem e envenenam o debate.




A FALÁCIA DA INTERVENÇÃO MILITAR

No Brasil há lunáticos que acreditam que os militares podem ser a “polícia da política” em tempos de escândalos de corrupção. Pregam por isso um golpe de estado em nome da democracia. No mínimo cometem o equivoco  de confundir, de maneira porca, moral com política. Falam como se os militares  tivessem alguma dignidade, algum bom senso, ou imunidade a corrupção, e não fossem um bando de cabeças de papel cultivando ideias de vento à margem da própria sociedade.

A crise existencial das forças armadas, em um país sem qualquer vocação para a guerra, expõe sua desfuncionalidade atual. Os militares não cumprem se quer sua função republicana elementar de defesa das fronteiras nacionais. Não seria leviano dizer que o exercito é uma instituição caricata e em permanente crise.

Durante os primeiros anos republicanos (lembrando que a república nasceu de um golpe) buscou-se inventar mitos nacionais, entre os quais alguns militares, como Duque de Caxias ou o Marechal Teodoro, por exemplo. Mas nenhum deles, por razões mais do que obvias, emplacou como herói. O Brasil é um país sem heróis. Fardas e normas nunca mudarão isso...


ANATOMIA DA CORRUPÇÃO II

Não se pode falar sobre corrupção no singular, pois a corrupção é sempre plural e diversa. Além disso, ela acontece tanto na esfera pública quanto na esfera privada em diversos graus de intensidade e realidade. Outro problema que não deve ser subestimado é a promiscua relação estabelecida entre corrupção e hipocrisia. Ela é sempre um atributo do outro e nunca uma confissão. Ninguém expõe sua vulnerabilidade a corrupção, embora, como muito bem diz o ditado, todo homem tenha seu preço.

ANATOMIA DA CORRUPÇÃO I

Dizem que a corrupção é um dos grandes males nacionais. Mas a corrupção não é uma doença, um vírus. Ela é uma forma de relacionamento ou associação entre pessoas inspiradas pelo seu apetite privado. Neste sentido, ela é uma cultura, um modo de existência. Não se pode combater a corrupção sem questionar a forma como cada um de nós socialmente se inventa. A corrupção, no fundo, é um indicador de qualidade de vida, no sentido ético. Quanto mais doente as sociabilidades e civilidade em uma sociedade, mais corrupta ela será.




quarta-feira, 20 de setembro de 2017

OS LIMITES DA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA

Uma das formas de atestar a absoluta falta de importância do Brasil para o mundo é fazer uma pergunta simples: Qual o brasileiro mais famoso do mundo? A resposta, seja qual for, não importa. Qualquer celebridade tupiniquim, seja qual for, comparativamente, possui uma reputação medíocre.
                                         
Como poderia ser diferente em um país medíocre onde a educação é precária, a ciência desprestigiada e o sonho de enriquecimento fácil na loteria domina o imaginário nacional?

A civilização brasileira não é grande coisa. Isso explica seus próprios e cruciais problemas domésticos em tempos de globalizações e incertezas.