domingo, 14 de julho de 2019

O INTERESSE DE POUCOS CONTRA O BEM COMUM

Os interesses orgânicos que normatizam uma sociedade são  os dos grupos e corporações  economicamente dominantes.


A política e o direito, Como todo regramento estatal, não  tem outro fim além de moldar a maioria  a um tipo de vida necessária a reprodução  e manutenção  destas minorias.

Nossas sociedades pós  industriais não se orientam para garantia do bem comum.Muito pelo contrário. É  sempre o interesse de poucos que define o jogo social.

Há  elites em todas os planos da vida social. Mas elas só  vigoram onde uma maioria se curva em obediência, quando a obediência e a servidão esta entranhada nos hábitos, pensamentos e sentimentos da maioria.

A escravidão é também uma questão de educação....   

A NOVA ESCRAVIDÃO

A produção  do Brasil,como ficção  coletiva, exige que a maioria dos brasileiros tenham uma vida medíocre e condicionada à necessidades elementares. Condenados a escravidão  da  sobrevivência, o brasileiro médio serve apenas para perpetuar o privilégio de minorias. A vida será  para eles uma prisão  sem muros.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A RAZÃO NA HISTÓRIA



Não há povo.
Apenas oligarquias,
Elites ditando a historia.

A razão é um acontecimento midiático,
Não passa da invenção de  qualquer mentira universal.

Vivemos em um cemitério
Onde os vermes governam a terra.
Não há povo ou multidões.

Todos seguem conformados,
Apáticos e desalentados.
Do que nos serve, afinal, a falácia da civilização?


quarta-feira, 10 de julho de 2019

BRASILEIROS



Quem nasce no Brasil é azarado,
Sem direitos, equidade,
Oportunidades ou alternativas.

É uma vitima do arcaísmo,
Da corrupção,
E de toda forma de injustiça
Da qual é capaz um estado nação.

Quem nasce no Brasil,
cresce sem futuro,
Está sempre a um passo
Da morte.

terça-feira, 9 de julho de 2019

SOBRE GOVERNOS


Todos os governos são medíocres e absurdos. Promovem a gestão do publico institucionalizado através da acomodação de diversos interesses privados. A maioria deles não passa de ilegítima expressão das convicções unilaterais de oligarquias hegemônicas.

Tudo isso ganha a midiática alegoria de um rosto: o chefe do executivo. Mas ele mesmo é apenas uma mascara de todos estes interesses divesos que agem em seu nome.

Quase não nos lembramos dos miseráveis últimos governos. Já pouco importa falar deles depois que se tornam paginas mortas da história do poder.  


segunda-feira, 1 de julho de 2019

POLARIZAÇÃO POLITICA E DECADÊNCIA OLIGARQUICA


Desde o impeachment da Dilma, após a acirrada disputa entre PT e PSDB no segundo turno das eleições de 2014, estabeleceu-se no país a hegemonia de duas narrativas antagônicas sobre a conjuntura nacional e suas perspectivas.  

Por um lado,  há o relato lulo petista que alude a um suposto “golpe” institucional, patrocinado por uma conspiração direitista contra um governo dito popular, e, por outro, um relato que, por sua vez,  atribui aos sucessivos governos petistas, a responsabilidade pela  crise politica e econômica que assola o país.

Todas as análises e avaliações sobre a vida politica nacional, inclusive aquelas que definiram o debate eleitoral de  2018, permaneceram  refém deste binarismo hegemônico. O mesmo se dá com os debates e posicionamentos em relação ao atual governo.

A hegemonia destas narrativas simplistas, de natureza pragmática eleitoreira, não parece perder fôlego. Principalmente em um cenário de desgaste dos partidos e lideranças políticas tradicionais, desfavorável ao surgimento de novos atores e pautas. A mediocridade do debate politico ganha ainda mais substancia diante de um governo francamente ideológico e sem propostas.

A polarização pode ser interpretada como um reflexo desta estagnação e decadência dos atores políticos coletivos e individuais  associado a crise de representação e da própria república ou, ainda, do atual modelo politico.  

  


FORA DA ORDEM


Tudo novamente como antes,
mesmo que diferente.
Assim seguimos em frente
Sem sair do lugar.

A prisão do progresso
É o transformar que não muda,
Que afirma a ordem atual
Como vocação do futuro,
ou como coisa natural.

Dizem que estamos condenados a isso.
Mas eu duvido.
Sinto o cheiro de rupturas no horizonte.
Há sempre tempestades por vir.

domingo, 30 de junho de 2019

UM PAÍS SEM FUTURO

Nunca estivemos coletivamente próximos  de qualquer possibilidade de futuro. O passado sempre foi nossa grande prisão. Isso explica os limites do tempo presente e a ausência  de alternativas. 

Desde sempre a desigualdade é  a marca de nossa sociedade e o autoritarismo elitista sua face política.

POR ONDE ANDAM OS REVOLUCIONARIOS?

No Brasil, respeito e dignidade são  artigos de luxo para quem pode comprar.

Dinheiro e poder andam juntos de um modo vergonhoso e a própria justiça  tem cheiro de corrupção. 

Ser pobre no Brasil é  estar a margem de toda possibilidade de felicidade. Mesmo assim, muitos se iludem com soluções  conservadoras e neoliberais.

Muitos amam a ordem que lhes oprime e castra. Mas como condena-los sem ressalvas,  quando o campo de esquerda e progressista se limita ao populismo e a hipocrisia, não  passando de uma direita envergonhada?

No plano da política institucional e vocações  partidárias, todos defendem a ordem vigente. Todos falam em nome do capital. Carecemos hoje de revoltados, de fúria insurrecional. Não  há  esperança de futuro  sem rupturas e descontinuidades com nossa história recente.

SOBRE POLITICA E MULTIDÃO

A política não  se define pela decadência  da esfera pública personificada pelo verticalismo e autoritarismo do republicanismo moderno.

A política  não  se resume ao jogo de poder, aos partidos políticos ou a fantasia dos direitos jurídicos.

A política  é  muito maus do que isso. Ela é  a potência  da multidão.

POLÍTICOS & POLÍTICA



O Brasil dos políticos é o país dos privilégios e da hipocrisia. Nele, cada cabeça é  um voto sem opinião.


A República  não passa de uma ilha da fantasia para o entretenimento de elites.


Para tanto, os políticos sabem um país  sem multidão,  onde todo absurdo ato  de poder é  feito em nome do povo e a favor de corporações.

Os políticos fazem da política um ato criminoso contra a população. 


Nunca confie em políticos.