quinta-feira, 23 de agosto de 2018

QUANTO VALE SEU VOTO?



Ninguém acredita nos profissionais da política. Principalmente aqueles que se beneficiam de seus mandatos, que vivem a sombra do poder de Estado. Ninguém duvida que partidos políticos não passam de  grandes empresas, que são organizações que  pertencem ao mundo dos negócios e das negociatas, que pouco se ocupam dos interesses públicos e, não raramente, apresentam fortes relações com o mundo do crime.

Afinal, quanto vale um mandato? Quanto custa um ato legislativo? O que não se faz pelo e para o poder? A tais perguntas uma única resposta é certa: seu voto não vale nada.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O PODER COMO NEGÓCIO

A vida parlamentar e estatal não é muito clara no Brasil,  apesar de todos os mecanismos de transparência pública. O segredo ainda é a alma do poder. Afinal, o interesse publico sempre vem em segundo lugar. Os acordos obscuros, as negociatas escusas, as prioridades inconfessáveis, dom o tom do exercício dos cargos administrativos e legislativos. O Estado funciona para atender aos interesses privados de seus agentes que muitas vezes, sem qualquer pudor,  descambam para o crime e a corrupção em pequena e grande escala. O Estado só funciona para aqueles que vivem do poder como negócio.

O FANTASMA DA XENOFOBIA



Há uma falsa propaganda de que o brasileiro médio possui uma boa índole social, sendo, na maioria das vezes, cordial e prestativo com os estrangeiros. Nada mais fantasioso. Turistas são enganados e ludibriados o tempo inteiro pelas ruas de cidades turísticas como Salvador e Rio de Janeiro. 

Mesmo sem aqui recorrer a dados estatísticos, é cabível afirmar sem medo de errar que o brasileiro médio apresenta traços de dissimulada xenofobia. Não é por acaso que o racismo cordial é um dos mais autênticos produtos da cultura nacional.

Se o turista ou imigrante branco, norte americano ou europeu, por suas condições econômicas, é bem integrado ao meio nacional, o mesmo não pode ser dito sobre imigrantes africanos e venezuelanos, para citar os exemplos mais conhecidos entre nós nestes tempos sombrios de refugiados globais. Mas como poderia ser diferente em um país onde a vida vale tão pouco e as diferenças sociais são traduzidas por certo elitismo econômico  e discriminação racial? 

a xenofobia, enquanto recusa do outro, do diferente, é um traço latente de uma cultura nacional que sempre tendeu a megalomania ufanista e a naturalização das desigualdades.  



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O QUE POLITICAMENTE SOMOS?



Vivemos ainda em estado de menoridade politica. Nossas opiniões sobre o tema são devedoras do legado ingênuo de outras épocas onde a politica se confunda com a invenção de um sujeito universal, com a fantasia do individualismo positivo de inspiração liberal.

Assim, a politica nos últimos séculos foi tomada como sinônimo de Estado, norma e moral, como instancia de formação de um modelo moral: o cidadão. Mesmo que em nenhuma parte este modelo tenha personificado o individuo empírico dos imediatismos cotidianos.

A politica para nós ainda é o domínio de ilusões universais consagradas que mascaram os micro apetites tribais que repartem entre  si o domínio territorial de nossa precária vida em sociedade.

Afinal, como vivemos? Como coletivamente somos e o que ainda podemos esperar disso?


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A REVOLUÇÃO DOS VELHOS



O senso comum do poder já não teme a rebeldia e o vigor contestador da juventude. Muito pelo contrário, a manutenção da ordem atual das coisas passa pela banalização do novo. Agora é o ceticismo dos velhos que deve ser combatido, sua falta de confiança nas verdades sagradas, na vida ativa e banal das multidões domadas. 

As falsas promessas de dias melhores já não seduz aqueles que perderam uma vida inteira esperando por elas. A falta de esperança tornou-se potencialmente mais transformadora do que o otimismo de qualquer  palavra de ordem ingênua.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

SOBRE A FARSA ELEITORAL


O poder emana do povo e em seu nome é exercido por uma minoria elitista em benefício próprio. Pelo menos em terras tupiniquins é o que acontece de forma realmente acintosa.

Políticos não nos representam e , consequentemente, o poder público tem razões que a necessidade de todos desconhece.

As vésperas de cada eleição somos confrontados com a falácia de uma república aristocrática que se legitima paradoxalmente pelo sufrágio. Dizem que somos responsáveis por nossas escolhas, mas as opções são todas lmpostas, cartas marcadas, no grande e lucrativo negócio ao qual se reduziu a vida pública.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A BOA VIDA DOS "REPRESENTANTES" DO POVO


Algo que deveria deixar qualquer eleitor de boa fé (e nem todos o são em um país corrupto onde até voto se compra) francamente indignado é pensar a pequena fortuna que custa um político eleito aos cofres públicos. Não bastassem as tantas propinas e negociatas, garantimos com nossos impostos e recursos estatais, uma vida de nobre aos ditos representantes de um povo pobre. Nada mais incoerente e absurdo. Cidadania é coisa que os políticos definitivamente desconhecem em meio às pompas do poder institucional.

CIDADÃO DE SI MESMO



Não participo do destino nacional,
Do risco coletivo de ser apenas um tijolo no muro.
Recuso a bandeira que nos rouba o rosto,
Que nos faz amorfa e homogênea multidão
Em busca do milagre de qualquer solução.

Desprezo o rebanho,
A moral e o sonambulismo gregário.

Prefiro ficar a margem das grandes questões pátrias.
Não perco tempo com governos ou com as retóricas do progresso.

Invento minha vida a margem do Estado
Apostando na micro física dos atos livres,
Na poesia da subjetivação
Onde me faço objeto de mim mesmo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

UM BRINDE AOS ANARQUISTAS!



Um brinde aos anarquistas!
Aos que renegam a tradição,
A fé e a autoridade de toda verdade.

Um brinde aos revoltados,
Indisciplinados
E poetas de barricadas.

Que todos se embriaguem de liberdade
Contra o absurdo dos fatos de sociedade.

A vida é sempre uma transformação urgente!




quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A POLITICA COMO CRIME ORGANIZADO


O poder oligárquico dos políticos profissionais, tão evidente nos noticiários durante os últimos anos, demonstram o quanto os partidos políticos e a própria administração pública funciona como organização criminosa articulada a empresários e bandidos profissionais.

Sim. Política se tornou crime no Brasil. Mas não por parte de manifestantes "violentos" , mas por iniciativa dos ditos respeitáveis senhores do poder político. Apesar de todos os escândalos da lava jato, o fato é que não fazemos ideia do tamanho da sujeira que define a vida pública em terras tupiniquins. 

Não me canso de repetir esse absurdo do qual cada cidadão é refém assim como sou prisioneiro deste discurso de indignação. Até quando terei razões para repeti-lo até a exaustão???!!!